Cana-de-Açúcar: Do Plantio à Colheita

Cana-de-Açúcar: Do Plantio à Colheita

R$ 59,90
Pagseguro
Description:

Editores: Fernando Santos; Aluízio Borém.

APRESENTAÇÃO
As plantações de cana-de-açúcar já são conhecidas dos brasileiros há quase cinco séculos. Naquele começo, rapadura, cachaça e açúcar mascavo eram produtos especiais. Há quase um século, o Brasil tem carros movidos a álcool. E, no mesmo período, o país vem sendo um importante player global na produção e exportação de açúcar. Mas foi nos últimos 35 anos que o setor experimentou seu mais impressionante salto de produção e produtividade, com base em um progresso tecnológico absolutamente espetacular. O Proálcool, maior programa global de alternativa energética resultante dos “choques do petróleo” dos anos 1970, deu uma nova feição à cadeia produtiva canavieira. Logo em seguida, a instituição do pagamento da cana pelo teor de sacarose produziu uma das maiores revoluções tecnológicas do agronegócio do século XX: novas variedades desenvolvidas, diferentes tratos culturais, novas épocas de plantio e colheita, outras fórmulas de adubação, nova mecanização; e implantação de técnicas vigorosas em cada segmento da agroindústria. Essas mudanças fizeram o Brasil se transformar, de forma sustentável e altamente competitiva, no maior exportador mundial de açúcar e etanol. Os horizontes para o futuro são ainda mais promissores: a chamada “economia verde”, terminologia repetida à exaustão nos grandes encontros dos maiores líderes mundiais, abre espaços monumentais para a agroenergia, seja para os biocombustíveis, seja para a bioeletricidade, seja para o uso do bagaço peletizado como alternativa à lenha em lareiras nos países frios. E não há um único tema desses que não esteja muito bem tratado neste oportuno e importante livro. Neste momento da trajetória humana, em que o aquecimento global é um grande problema, a cadeia produtiva da cana tem um papel que transcende as fronteiras nacionais. Contudo, há um aspecto preocupante em tudo isso: a falta de coordenação de políticas para o setor, tanto em âmbito público quanto privado. Até hoje não definimos quanto etanol queremos ou vamos produzir, em que tempo e para qual mercado – interno ou externo. Não temos modelos de contrato de longo prazo. Não sabemos quem vai cuidar da logística, da estocagem, dos contratos de produção e da certificação do produto final. Não temos coordenação nas áreas de desenvolvimento tecnológico e formação de recursos humanos. Não há definição do futuro do álcool hidratado. Nada se organiza sobre a questão alimentos x energia, tema ridículo que continua na mídia por causa de interesses menores de outros setores. O sistema de produção, tão bem caracterizado por Barbosa Lima Sobrinho, no Estatuto da Lavoura Canavieira, nos anos 40 do século passado, virou poeira com a extinção do IAA. O fornecedor de cana, que “entrega” sua produção à usina, e não a vende, tem uma posição muito desconfortável no elo da cadeia produtiva, porque não pode escolher a quem vender: só pode fazê-lo para uma indústria próxima da sua área agrícola. Isso desnivela a cadeia produtiva. E falta arbitragem no processo, desde o fim do IAA, embora o Consecana seja um bom começo de conversa. Enfim, num segmento tão promissor para o Brasil, em um momento tão importante, a falta de coordenação pode inibir o avanço que o País pode ter, até mesmo liderando uma mudança na geopolítica global, exportando tecnologia para os países tropicais pobres da América Latina, África e Ásia produzirem agroenergia, associada a alimentos. Por tudo isso, é uma grande notícia o lançamento deste livro esclarecedor, escrito por algumas das maiores autoridades em cada um dos temas tratados.

SUMÁRIO
Capítulo 1
Planejamento da Lavoura
Capítulo 2 Plantio
Capítulo 3 Nutrição e Adubação
Capítulo 4 Manejo de Pragas
Capítulo 5 Manejo de Doenças e Medidas de Controle
Capítulo 6 Plantas Daninhas
Capítulo 7 Irrigação
Capítulo 8 Colheita
Capítulo 9 Enfardamento de Palha
Capítulo 10 Qualidade da Cana-de-Açúcar para Processamento Industrial